No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.
Coleção · 11 frases
Poesia Brasileira — Os Imortais
De Drummond a Guimarães Rosa, as vozes que definiram o Brasil
Um percurso pela poesia e prosa poética brasileira — da pedra no meio do caminho ao jardim das borboletas.
A poesia brasileira tem uma característica rara: fala de coisas universais com sotaque inconfundível. Carlos Drummond de Andrade colocou uma pedra no caminho e transformou-a em símbolo; Clarice Lispector disse que a liberdade não tem nome; Mário Quintana ensinou que borboletas não se caçam — se atraem. Esta coleção é uma homenagem a essas vozes.
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.
No meio do caminho tinha uma pedra.
Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.
Amar se aprende amando.
Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
O correr da vida embrulha tudo.
Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá.
Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
O segredo é não correr atrás das borboletas; é cuidar do jardim para que elas venham até você.
Ler poesia brasileira é encontrar o Brasil em sua forma mais honesta — sem filtro, sem protocolo, com toda a sua beleza e toda a sua contradição. Estas palavras são patrimônio de todos nós.
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